Já alguma vez jogaste à mímica? Se sim, sabes que se trata de um jogo no qual o teu objetivo é imitar quase na perfeição algo ou alguém. Pois é, e se te disser que por muito bom que sejas nesse jogo há répteis que te ganham com uma grande pinta? Sim, é verdade! Alguns destes animais fantásticos são dotados de valiosas características que os permitem permanecer e sobreviver no seu meio. Aliás, a luta diária é mesmo essa, viver mais um dia, é uma luta constante pela sobrevivência. E para isso é preciso ser engenhoso e muito mas muito peculiar! Por falar nisso… já ouviste falar das cobras-coral? Da cobra-coral verdadeira e da cobra-coral falsa? Espera, como assim? Bom, as vulgarmente conhecidas como falsas-corais criaram um engenho muito interessante, imitaram as cores e padrão das verdadeiras-corais, sendo que estas são venenosas e possuem um par de dentes inoculadores de veneno localizados na região anterior da boca, contrariamente às falsas, que podem apresentar dentes inoculadores de veneno na região posterior da boca, servindo apenas para paralisar as presas, sendo que em algumas espécies são mesmo ausentes. A capacidade de mimetismo é então, nada mais, nada menos, que um meio de defesa em que algumas espécies imitam outras, não comestíveis ou venenosas, de modo a criar um alerta a potenciais predadores! Parece fácil? Na verdade tudo se deve à longa e permanente evolução dos seres vivos!

Quando falamos de camuflagem, o assunto já é outro, e este mecanismo de disfarce é muitas vezes associado de imediato aos camaleões, mas se te disser que existem mais répteis com esta habilidade? Não exatamente como os camaleões fazem, mas de outras maneiras igualmente interessantes? A definição desse mecanismo de defesa é a arte que certos répteis têm de passarem despercebidos, por nomeadas razões, quer seja por se esconderem de predadores, ou mesmo para atacarem as suas eventuais presas, fazendo-as chegar perto de si de modo a poderem atacar no momento certo. Belo engenho, de facto! Os fantásticos camaleões têm cores incríveis e patas perfeitamente adaptadas à vida arborícola. A pele destes animais tem a capacidade de mudar a sua cor base e o padrão separadamente, muitas vezes confundindo-se com o ambiente em que se encontram, além disso, sabias que estas mudanças de cor podem traduzir diferentes estados emocionais do animal? Ou seja, por exemplo, se se sente ameaçado tornando-se agressivo adquire uma determinada cor, contrariamente, se está em subordinação, adquire outra cor. Tal também ocorre na época de reprodução, e quando grávidas as fêmeas adquirem uma determinada cor que avisa os machos que esta já não está disponível para acasalar.

Mas há mais talentos relacionados com a fantástica camuflagem! Estás curioso? Sabias que há um réptil em Madagáscar que se assemelha a uma folha seca? Pois é, tem de nome osga-satânica-cauda-de-folha (Uroplatus phantasticus) adquiriu estas características tão particulares para se camuflar no seu habitat natural e fugir a eventuais predadores. Afinal de contas uma folha seca é bastante dissuasiva para um predador esfomeado! Achas que te conseguias enganar? Outro exemplo da arte de se camuflar é uma espécie venenosa (Bitis peringueyi) esta víbora caçadora por emboscada é encontrada em locais como a Namíbia, é perita em enterrar-se na areia em menos de um minuto! Apenas com os olhos de fora, este réptil espera tranquilamente… com o intuito de aguardar que as suas presas, roedores e lagartos, se desloquem pela superfície, oferecendo o momento exato para atacar e ser bem-sucedida. É caso para se dizer que quem espera sempre alcança. É um jogo de paciência. Outra víbora bastante interessante e dotada de um padrão e cor lindíssimos é a víbora de Mangshan (Protobothrops mangshanensis) encontrada na China, é mestre da camuflagem, porquê? Bom, além de se camuflar perfeitamente na vegetação, devido ao seu corpo ser provido da cor verde e em particular, um verde que faz lembrar musgo, faz com que passem despercebidas quando permanecem imóveis em pedras ou troncos cobertos de musgo, além disso têm outro truque muito subtil! Este réptil usa a única parte do seu corpo branca, a ponta da cauda, para atrair as presas curiosas, fazendo movimentos em ziguezague. Bela emboscada, não? Então e conheces a cobra-das-vinhas (Ahaetulla prasina)? Esta é habitante da Ásia do Sudeste, Indonésia e Índia, é dotada de cor verde vivo, o que lhe permite camuflar-se por entre as plantas trepadeiras e as vinhas, que lhe dão o nome característico, o facto de se alimentar de aves, faz com que este trunfo da camuflagem seja muito valioso, pois as aves são animais bastante perspicazes e é necessário ser tão ou mais astuto que elas.

E estes são alguns exemplos que partilhei convosco no artigo desta semana, ficaste curioso por saber mais e mais sobre estes incríveis animais? Então mantém-te atento aos próximos artigos e descobre ainda mais curiosidades que tornam os fantásticos répteis tão interessantes!

 

 

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