As osgas endémicas das ilhas Selvagens

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Foto de apresentação:  Tarentola bischoffi – Vanessagil87 [Wikipedia]

 

 

Sim, é no território Português que se encontram as vulgarmente chamadas de “osgas-das-Selvagens”, estes animais incríveis são endémicos e residentes das Ilhas Selvagens! Conheces? Estas ilhas belíssimas localizam-se a sudeste da Ilha da Madeira, e a área de distribuição destes répteis integra-se na Reserva Natural, onde o acesso é limitado. De facto, estas ilhas têm algo de especial, as Selvagens são formadas por três ilhas: Selvagem Grande, Selvagem Pequena e Ilhéu de Fora, e são muitas vezes consideradas como pertencentes a um conjunto de locais chamados de hotspots de biodiversidade, ou seja, locais que representam um foco de maior diversidade, quer seja de fauna quer seja de flora, e isso é algo bastante único!

 

Estas fantásticas

E se fosse possível existir reprodução, sem um macho?

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Foto de apresentação:  Cnemidophorus uniparens – Buffalo Zoo [Wikipedia]

Há certos mecanismos que os seres vivos adotaram ao longo da evolução que despertam alguma curiosidade em nós, porque põem à prova o nosso conhecimento em relação à sua resiliência. Ora, mas a que me refiro? Ao longo dos artigos que escrevi, tenho vindo a abordar muitas capacidades fantásticas e algumas, talvez, que desconhecias, bom, hoje não é exceção. Para este artigo, trago um assunto que irá com certeza despertar a tua atenção, começo por dizer o nome do fenómeno de reprodução que vou abordar, e logo por aí irás perceber que se trata de algo fantástico, é então: a partenogénese! Nesse caso, começo por deixar uma questão: e se não fosse necessário a contribuição do macho, para existir descendência viável? Dissecando esta grande palavra, em que “parthenos” significa virgem e “genesis” significa origem, na verdade, trata-se de

As víboras-das-árvores: género Atheris

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Foto de apresentação: Atheris hispida – Bree McGhee [Flickr]

Existem inúmeras superstições relacionadas com as serpentes, e na sua grande maioria, afirmam que estes animais são seres repugnantes e agressivos, sendo a luta pela preservação destes répteis um trabalho exaustivamente difícil. Muitas populações estão ameaçadas pela destruição e fragmentação de habitat. O facto de não serem animais fáceis de se gostar, por toda a mitologia em que estas muitas vezes são inseridas, e pelas populações à escala global, que muitas vezes têm ódio a estes animais, e nem sabem bem porquê, torna a preservação e proteção destes exemplares um caminho árduo. Mas, afinal de contas, muitas serpentes não são portadoras de veneno, muitas serpentes são amistosas, e até se afastam o mais que podem dos

Draco - crédit: zhuxiaoyufish (flickr)

Os incríveis lagartos ”voadores”

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Foto de apresentação: Draco sp.– zhuxiaoyufish (flickr)

Certamente ao leres o título deste artigo, o primeiro pensamento que te vem à cabeça será o de refutação imediata da minha afirmação, porque, na verdade, podes pensar que a palavra “lagartos” e “voadores” na mesma frase não faz qualquer sentido lógico. Para além disso poderás lembrar-te de diversos animais que conheces que, de facto, voam, porque têm asas, ou no caso dos morcegos, membranas alares que lhes proporcionam tal feito. Pois é, mas neste artigo não vos vou falar de aves, nem de morcegos, que também eles, são animais notáveis, mas hoje, foco-me nos répteis, em particular nos lagartos pertencentes à família Agamidae. Ficaste curioso? Se sim, vamos então adoçar essa curiosidade!

Lagartos pertencentes à família Agamidae podem

Austrália: Píton mutante com 3 olhos

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A natureza é na maior parte surpreendente mas às vezes também injusta, mas raramente ambos. No entanto, este foi o caso esta semana na Austrália, quando fizeram a descoberta de uma jovem píton de quarenta centímetros. Este não tinha um, dois, mas três olhos!

Aqui está a explicação da organização governamental Northern Territory Parks and Wildlife:

« Nossos Rangers encontraram uma cobra com três olhos na estrada Arnhem perto de Humpty Doo, que acabara de sair de Darwin. Era um juvenil de aproximadamente 40cm de comprimento. A cobra é peculiar como um raio-x revelou que não eram duas cabeças separadas forjadas em conjunto, mas sim parecia ser uma caveira com uma cavidade ocular adicional e três olhos funcionais. Foi geralmente aceite que o olho provavelmente se desenvolveu muito cedo durante o

Komodo: uma ilha especial

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Situada na Indonésia, com habitantes bastante singulares que são uma das maiores atrações da ilha: os dragões, sim, dragões-de-komodo (Varanus komodoensis), que dão o nome à ilha. Estes répteis estão limitados a algumas ilhas da Indonésia incluindo: Rinca, Padar, Flores, e, claro, a ilha Komodo.

São considerados os maiores lagartos que habitam a superfície da Terra, são dotados de um apetite feroz, podendo alimentar-se de presas extremamente grandes, como: porcos, veados, javalis e há relatos de se ter avistado dragões-de-komodo a alimentar-se de búfalos! Além disso, também podem ser considerados, em algumas situações, canibais, pois podem alimentar-se de crias da mesma espécie, no entanto, não é tarefa fácil, pois os recém-nascidos são répteis extremamente ágeis, e muitas vezes, conseguem escapar aos adultos esfomeados, além disso, podem pôr em prática um truque

Pequenos e extraordinários

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Do tamanho de um dedo mindinho, ou muitas vezes do tamanho de um fósforo! Dirias que ainda são pequenas crias, bebés? Na verdade, já são répteis adultos, e estou a referir-me aos camaleões pigmeu. Se ainda não os conheces, acredita que vale a pena conhecer, não só pelo seu tamanho, que os torna bastante interessantes e desde logo animais encantadores, parecem “uma gota num oceano”, como diria Newton, porquê? Bom, já imaginaste uma floresta, com tudo o que a identifica, e depois, um réptil com um tamanho tão reduzido, num habitat tão grande? Não será o único animal pequeno que faz jus no habitat que íntegra, por vezes, até pode ser uma mais-valia, não notarem que ele está ali, não repararem nele. No entanto, não só são extremamente interessantes por isso, mas também,

Conheces os “fura-pastos”? – Família Scincidae

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Chalcides striatus, ou cobra-de-pernas-tridáctila, conheces? Nome estranho e invulgar, não é? Poderás estar neste momento confuso, então afinal este réptil é uma cobra com pernas? Ou será que se trata de um lagarto? Mas então, se tem “cobra” no nome, isso não é ligeiramente controverso? Provavelmente já observaste estes exemplares, só que, eles movem-se tão rápido que podes ter ficado atrapalhado sem saber que animal te tinha passado por cima dos pés! Ora, se calhar era mesmo um comumente chamado de “fura-pastos” ou “cobra-de-pernas-tridáctila”, trata-se de diferentes denominações para a mesma espécie. Os “fura-pastos” fazem parte do território nacional, podendo ser encontrados também, por exemplo, em Espanha e França. Neste artigo vou dar-vos este e outros exemplos de exemplares curiosos que fazem parte da mesma família, de maneira a ficares a conhecer melhor

Revista Txi #9 – Cobras & Lagartos

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Esta semana tivemos o prazer de ler um artigo sobre nós na revista Txi. Aqui está o artigo, boa leitura para todos!  Download na versão em PDF

 

Revista Txi #89 Reptilário

Como é o comportamento social, nos répteis?

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Será que os répteis são animais solitários, ou será que preferem agregar-se? Além destas hipóteses existem outras, será que apenas se reúnem na altura do acasalamento e/ou da postura? Ou mesmo para hibernarem? Ou para apanharem banhos de Sol? Sim, como os Humanos gostam de fazer, na altura do verão. No entanto, os répteis necessitam do Sol para aumentar a sua temperatura corporal, pois são animais ectotérmicos, coisa que, os Humanos, não são, apenas gostamos de vitamina D, não é? Mas então vamos ao assunto que realmente nos trouxe aqui: o comportamento social dos répteis. Afinal, será que estes animais gostam de companhia ou preferem estar sozinhos do que mal acompanhados? Ora, vejamos então a diversidade que existe, neste artigo.

Começando pelas espetaculares tartarugas, arrisco em dizer que já possas ter

Caçadoras exímias – as fantásticas perceções sensoriais dos ofídios

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Olfato. Visão. Audição. Paladar. Tato.

Os cinco sentidos, correto? No entanto, para além da visão, olfato, tato, paladar e audição, as serpentes têm outras invulgares vias de recolher informação do seu meio envolvente. A dieta dos ofídios (grupo que integra as serpentes) é muito diversificada, todos se alimentam de animais, só que alguns têm o corpo adaptado a um determinado tipo de presas, como por exemplo espécies que matam por constrição – podendo alimentar-se desde ratos a veados, dependendo da sua dimensão corporal. Existem ofídios que apenas se alimentam de rãs, ou peixes, ou mesmo caracóis! Outros alimentam-se de ovos, e no artigo: “Flexibilidade das mandíbulas – nos ofídios” referi tudo isso, e ficaste a saber mais sobre estes fantásticos animais. Para completar esse tema, neste artigo vou-vos falar de como é que

Tuatara – um fóssil vivo

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Raro. Único.

São duas palavras que descrevem na perfeição este réptil que habita num lugar bastante singular, e igualmente especial: a Nova Zelândia. Porquê caracterizar este réptil como “raro” e “único”? Bom talvez se te disser que a tuatara só existe nalgumas regiões da Nova Zelândia e que é o único sobrevivente da família Sphenodontidae, incluída na ordem Rhynchocephalia, já possas concordar comigo. Posso dizer-te também que estes indivíduos apareceram antes dos dinossauros, e cá permaneceram depois deles, é também por isso que são muitas vezes chamados de “fósseis” vivos, não por serem um fóssil necessariamente, porque não o são, mas sim porque se tratam de exemplares que existem atualmente, sem parentescos próximos atuais e que representam grupos outrora, no passado, bastante abundantes. Com dimensões que podem variar, mas que normalmente

Resumo dos últimos meses do Reptilário de Aveiro

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Provavelmente alguns de vocês já podem ter ouvido falar do programa Newton…

No entanto, passo a explicar brevemente em que se baseia este programa, começando por dizer que é uma competição que visa ajudar os detentores de projetos inovadores relacionados ao turismo a explorem as suas ideias, candidatam-se à competição e entre todas as candidaturas que se submetem ao concurso, apenas 15 projetos são selecionados, recebendo um apoio financeiro de 2000€ cada um, para desenvolver um esboço da sua inovação/projeto.

No final deste período ocorre o “Demo Day”, a batalha final, o dia em que cada projeto tem de fazer um Pitch durante 3 minutos, perante profissionais e um júri de peritos, tais como: o RIERC, Turismo de Portugal, IDDNET, etc. Agora que já sabes o que é o

A aderência das patas – nos Gekkonidae

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Será que é cola? Adesivo? Ou talvez ventosas? Ou mesmo unhas extremamente fortes que lhes fornecem habilidades estrondosas? Todas estas perguntas ficam na nossa cabeça quando observamos uma osga pendurada no teto! Desde logo simplesmente, deves pensar: “como é que ela não cai?” E de facto, a minha questão de hoje é exatamente essa, que habilidade têm estes animais que lhes permite tal feito? Já alguma vez foste apanhado de surpresa quando ias tirar cartas do correio e de repente apareceu uma amiguinha destas? Ou mesmo, nas tuas janelas, já alguma vez te deparaste com um ou mais exemplares destes na parede? Se viveres num prédio, e se pensares bem nisto, muitas vezes estes répteis estão no segundo, terceiro andar, serenas, perto das janelas, então elas tiveram que trepar a parede… é caso

Ilhas mágicas: espécie rara reencontrada nas Galápagos

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Se costumas estar atento a notícias que vão aparecendo sobre descobertas extraordinárias relacionadas com os animais, e se gostas de saber mais sobre esses temas, principalmente quando se trata de espécies raras, é caso para continuares a ler.

Chelonoidis phantasticus

Chelonoidis phantasticus

Recentemente foi encontrado um exemplar pertencente à espécie: Chelonoidis phantasticus, talvez este nome não te diga nada, mas e se te disser que este fantástico réptil pensava-se estar extinto, há, nada mais, nada menos, que mais de… 110 anos! Espera, então quer dizer que afinal, este animal não está de facto, extinto? Mas isso são notícias esplêndidas! Na ilha

Mandíbulas ferozes – Crocodylia

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Uma boca repleta de dentes, um corpo volumoso com uma musculatura imponente, olhos e narinas que não ficam submersos debaixo de água enquanto o seu corpo preenchido de escamas dispostas de uma forma geométrica que lhes dão liberdade de movimento e proteção, fazendo lembrar uma armadura altamente implacável, permanece imóvel, o predador espreita uma potencial presa a saciar-se no rio. Ela avança colocando uma pata na água, está desprevenida e ainda nem o viu. É a sua oportunidade de avançar. Agilmente nada, totalmente submerso até ela, e assim que percebe que já pode atacar, ele não hesita. Sai ferozmente da água, e desfere uma dentada na presa. Ela já não tem hipóteses.

Crocodilo do Nilo - Etiópia

Crocodilo do Nilo – Etiópia

A flexibilidade das mandíbulas – nos ofídios

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Uma pequena definição: ofídios é o nome dado ao grupo que integra todas as serpentes.

Agora uma questão: já estiveste algum tempo intrigado a observar quer ao vivo ou em documentários, uma serpente a ingerir um animal que nunca pensaste que caberia sequer na sua boca?! E ficaste surpreendido quando percebeste que além do animal conseguir fazer isso, ele também o consegue digerir inteiro? E muitas vezes, vivo? Será que eles não se magoam quando se alimentam? Mas a principal questão, como é que?! Como é que conseguem? É isso que vamos ficar a descobrir neste artigo!

Nos audazes ofídios se a presa for, por exemplo, um roedor como uma ratazana, em que o réptil também se tem que proteger de uma eventual mordedura, este tem que matar a

Os fossadores exclusivos

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A diversidade é uma das palavras-chave quando pensamos em todas as formas de vida que existem, e os répteis são um exemplo disso mesmo, arranjam maneiras de sobreviver, algumas bastante extraordinárias e especializadas, e todos, mas todos os seres vivos, são inevitavelmente importantes para o equilíbrio dos ecossistemas, e se pararmos para pensar no assunto, vemos que não é necessário ter um conhecimento absoluto sobre cada um deles, mas muitas vezes é estritamente importante abrir a mente e obter conhecimentos, de maneira a não termos atitudes incorretas e injustas para com os animais, em geral, e em particular os que não são “fáceis de se gostar”, pela sua cor, pelo seu aspeto, pelos seus mecanismo de defesa muitas vezes incompreendidos, pelos seus hábitos, e por muitas vezes terem que passar a

A capacidade de regeneração

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Hoje vou-vos falar de autotomia da cauda, nos répteis! Que nome estranho, não é? Sabes o que significa ou nunca ouviste tal coisa? Se não fazes ideia de qual o significado desta palavra, ou se queres saber mais sobre os répteis, continua a ler, porque neste artigo vais ficar a descobrir que mecanismo espetacular é este!

Bom, se te disser que existem animais com capacidades de regenerar partes do corpo, já sou capaz de ter a tua atenção. Não? E se te perguntar se já observaste uma osga a perder a cauda, e essa já separada do corpo a continuar a mover-se por espasmos musculares? Isso é nada mais nada menos que a autotomia da cauda! Uma amputação voluntária, neste caso da cauda! Pois é, este mecanismo

Os mestres do mimetismo e o engenho da camuflagem.

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Já alguma vez jogaste à mímica? Se sim, sabes que se trata de um jogo no qual o teu objetivo é imitar quase na perfeição algo ou alguém. Pois é, e se te disser que por muito bom que sejas nesse jogo há répteis que te ganham com uma grande pinta? Sim, é verdade! Alguns destes animais fantásticos são dotados de valiosas características que os permitem permanecer e sobreviver no seu meio. Aliás, a luta diária é mesmo essa, viver mais um dia, é uma luta constante pela sobrevivência. E para isso é preciso ser engenhoso e muito mas muito peculiar! Por falar nisso… já ouviste falar das cobras-coral? Da cobra-coral verdadeira e da cobra-coral falsa? Espera, como assim? Bom, as vulgarmente conhecidas como falsas-corais criaram um engenho muito interessante,

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